Archive for 31/10/2012

Empregados PJ podem pagar IR

Tecnicamente, os empregados que aceitam a contratação como PJ também podem ser demandados judicialmente a pagar o IR que deixou de ser recolhido dos salários pagos como “prestação de serviços”. O alerta é de Antonio Palácios, advogado, contabilista e sócio do Grupo Palácios. Ele diz que embora não seja usual a Receita Federal demandar os empregados em função do não recolhimento do IR sobre os salários, isso tende a acontecer com cada vez mais frequência. Além disso, empregados que recorrem à Justiça do Trabalho para reivindicar o vínculo empregatício, acabam recolhendo o IR total no momento em que vão retirar o valor ganho com a causa. Veja mais no vídeo.

CLT Flex é mais arriscada

A contratação de pessoas com base no que o mercado chama de CLT Flex é mais arriscada do que como PJ. Isso porque esse modo de contratar frauda o que a lei estabelece como formas válidas de pagar uma remuneração. Segundo Antonio Palácios, Sócio do Grupo Palácios, advogado e contabilista, a legislação permite que empresas paguem verbas indenizatórias como alimentação, educação e transporte sem a incidência de encargos, mas muitas empresas fazem outros tipos de pagamentos com base nessa lei, o que é irregular e pode levar a multas. Veja mais no vídeo.

II Workshop Human Guide

No último dia 16/10, a Talent Group, em parceria com o Human Guide, realizou o II Workshop “Como identificar e reter talentos na era da colaboração?”. Participaram do encontro representantes de mais de 30 empresas, algumas entre as maiores do Brasil. O evento evidenciou claramente o fato de que muitas empresas buscam soluções mais eficazes para a seleção de talentos, especialmente por meio de processos que consigam captar aquilo que motiva as pessoas no ambiente de trabalho. Veja na apresentação abaixo os resultados da pesquisa de satisfação com os participantes do evento.

TI terá que seguir CLT

As empresas de TI que contratavam e ainda contratam profissionais como Pessoa Jurídica ou com base na CLT “Flex”, precisarão rever sua forma de contratação. A opinião é de Antonio Palácios, Sócio do Grupo Palácios, além de advogado e contador. Ele assinala que em função das mudanças na legislação, que reduziu os encargos trabalhistas dessas empresas, a contratação segundo os padrões determinados em lei se tornou inevitável. O respeito aos direitos trabalhistas, explica Palácios, tem impacto positivo na qualidade do serviço prestado pelas empresas.

Riscos da PJ

Há consideráveis riscos quando empresas terceirizam mão de obra recorrendo a soluções como a contratação de profissionais como PJ. Embora a escolha por atuar como PJ possa ser visto como um direito do empregado, a Justiça Trabalhista entende que se esse profissional tem horário, se reporta a um chefe na empresa e tem esta empresa como única cliente, então está caracterizado o vínculo empregatício, o que coloca tanto a terceirizadora de mão de obra quanto a contratante em situação de risco, passível de elevadas multas. Veja mais na entrevista com Antonio Palácios.

Cálculos errados elevam riscos

Segundo Antonio Palácios, do Grupo Palácios, as empresas fazem contas erradas quando o assunto é terceirização de pessoal como pessoa jurídica, ou PJ. Palácios assinala que as empresas fazem apenas uma conta, aquilo que elas vão ganhar no curto prazo, economizando com os encargos trabalhistas. Mas para compreender melhor o problema, as empresas precisam calcular também os gastos que terão caso tenham que arcar com uma reclamação trabalhista. Muitas empresas deixam de fazer essa conta e correm o risco de fechar. Veja mais no vídeo.

PJ está em decadência

No mercado de TI é comum a prática de terceirização de mão de obra por meio de empresas que contratam profissionais como PJ, ou pessoa jurídica. Dessa forma, a empresa terceirizadora reduz seus custos e pode cobrar menos dos clientes finais. Mas essa prática tem se revelado perigosa, especialmente se um funcionário descontente sai e move ação contra a terceirizadora e a empresa onde atua como terceiro, algo cada vez mais comum. Saiba mais na entrevista com Antônio Carlos Palácios, Sócio do Grupo Palácios, além de advogado, contador e consultor de empresas.

Palestra sobre o Human Guide

Nesta terça-feira (16/10), a partir das 8h30, na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, em São Paulo, a Talent Group promove mais um encontro com profissionais de RH e gestores de pessoas com o objetivo de mostrar o que é e como funciona o teste Human Guide, que substitui com vantagens o tradicional DISC.

Participa do evento Giselle Welter, Diretora Técnica do Human Guide. Veja um trecho da palestra que ela apresentou no encontro passado. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 4052 4300. Os participantes receberão um link para a realização online de um teste de personalidade e motivação Human Guide gratuitamente.

Riscos da CLT Flex

Antonio Palacios (*)

Antonio Palácios, do Grupo Palácios

As práticas de contratação de empregados de muitas empresas, especialmente na área de Tecnologia da Informação, têm se baseado em muita criatividade. Este exercício arriscado tem como combustível, evidentemente, o alto custo dos encargos sociais e tributos criados pelas leis brasileiras, ou seja, o tão famoso “custo Brasil”.

No começo, as empresas deixavam de contratar um empregado por seu CPF e passavam a exigir um CNPJ, o que gerou a criação das famigeradas PJ’s, ou Pessoa Jurídica, onde o empregado não tinha vínculo com a empresa e emitia nota fiscal para receber. Esta alternativa não tinha mesmo como prosperar visto que afronta os conceitos de vínculo trabalhista definidos pela CLT. Mesmo que evidenciados os elevados riscos desta modalidade, há ainda empresas que a praticam, acumulando riscos que certamente um dia desabarão sobre suas cabeças, riscos estes que podem simplesmente inviabilizar os seus negócios.

Mas ao perceberem que o sistema de PJ não teria como prosperar, as mentes criativas voltaram-se para o Artigo 458 da CLT, que confere natureza indenizatória (portanto não sujeitas a incidência de encargos sociais e tributários) exclusivamente a alguns benefícios concedidos pelo empregador como vestuário, equipamentos utilizados no local de trabalho, educação do empregado, assistência médica, transporte para deslocação entre a residência e o local de trabalho, seguros de vida e previdência privada. Essas empresas criativas usam ainda o Artigo 457 § 2º da CLT que diz que não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como diárias para viagem que não sejam maiores do que 50% do salário do empregado. Esta modalidade de contratação recebeu o nome, também criativo, de CLT Flex, algo assim como um contrato de trabalho que funciona com dois combustíveis.

Uma análise superficial dessa saída jurídica mostra rapidamente sua inadequação em relação ao objeto pretendido. Em primeiro lugar porque muitos dos valores pagos não se enquadram naquelas categorias que a lei permite, o que exigiria o pagamento de contribuições previdenciária, FGTS e IRRF sobre esses pagamentos. Como as empresas não fazem esses recolhimentos, cria-se assim um contingenciamento de natureza previdenciária, trabalhista e tributário que pode assumir proporções gigantescas no futuro.

Por não se enquadrarem nas utilidades permitidas pela CLT, os valores pagos em desacordo assumem o caráter de salário indireto, passíveis também de incorporação para efeitos de cálculo de férias e 13º salário, por exemplo. Outro aspecto a considerar é que ao lançar o pagamento de valores a título de diárias e ajuda de custo, as empresas terão que comprovar esses pagamentos com documentação idônea.

Contratar pela CLT Flex traz duas consequências apenas aparentes: economia para o empregador e uma remuneração líquida maior para o empregado. No entanto, os riscos que este modelo de contratação embute precisam ser considerados tanto pelas empresas quanto pelas pessoas que se sujeitam a ela.

Para o empregador:

  • Risco trabalhista, na medida em que o empregado poderá exigir as repercussões dos valores recebidos, que não se enquadram nas permissibilidades da CLT, sobre as férias e o 13ª salário;
  • Risco previdenciário, pela possível exigência do INSS sobre as essas parcelas;
  • Risco tributário, na medida em que possa estar pagando ao empregado, e deduzindo do lucro tributável, valores que não se enquadrem no conceito de despesas necessárias (aquelas imprescindíveis à manutenção da operacionalidade da empresa), condição obrigatória pra poderem ser consideradas dedutíveis.

Para o empregado:

  • Perda com a redução no recebimento de valores garantidos pela legislação trabalhista (FGTS, férias e 13º);
  • Risco tributário, pela possível exigência do fisco da incidência de 27,5% sobre os valores recebidos em desacordo com a permissão da CLT e sobre os quais o empregador deveria ter retido o imposto na fonte.

Naturalmente, em caso de terceirização de serviços, como sabemos, todos esses riscos pairam potencialmente sobre os contratantes dos serviços, tendo em vista a sua responsabilidade solidária e subsidiária já sacramentada pelos nossos tribunais.

Saliente-se que as colocações aqui apresentadas não se tratam de ficção, uma vez que já existem decisões na justiça trabalhista sobre este assunto. Desta forma, é de todo recomendável que se guarde a criatividade para exercitá-la na qualificação dos serviços e aperfeiçoamento das relações trabalhistas. As empresas não devem conviver com situações que possam, a qualquer momento, trazer custos e riscos elevadíssimos em nome de pseudo benefícios. A contratação de serviços de terceirização, através da modalidade CLT ”full”, pode proporcionar a todas as partes envolvidas uma segurança maior e uma cultura de fazer as coisas do jeito certo, ajustando-se os custos daí decorrentes, em nome desta segurança.

(*) Antonio Palácios é contador, advogado e consultor de empresas na área jurídica e tributária. 

Talent Group

Com mais de 17 anos de atuação no mercado, a Talent Group não atua apenas em recrutamento e seleção ou terceirização de serviços. Conheça melhor a empresa acessando a apresentação abaixo.